sexta-feira, 30 de abril de 2010

Vitória no Espírito Santo! Paixão totalmente explicável!!!

A CIDADE

O Hino da cidade de Vitória é capaz de traduzir tudo que penso da minha capital preferida no Brasil. Leiam: Cidade de Sol, com o céu sempre azul. Tu és um sonho de luz Norte a Sul. Meu coração te adora e te quer. Tu és Vitória um sorriso de mulher. Do Espírito Santo és a devoção. Mas, para os olhos do mundo és uma tentação. Milhões te adoram e sem favor algum, entre os milhões, eis aqui mais um!!!
Pois bem, é dessa forma que vejo, sinto, respiro e caracterizo essa cidade pequena com ar de gente grande!
Vitória é a segunda capital mais antiga do Brasil. A Ilha de Vitória é formada por um arquipélago composto por 33 ilhas e por uma porção continental, totalizando 105 quilômetros quadrados. As paisagens da cidade encantam a quem chega, quer seja de avião, navio ou pela via terrestre. Sete pontes interligam a Ilha de Vitória ao continente, cidade que surgiu no dia 8 de setembro de 1551, na então ilha de Guaananira ou Ilha do Mel, nome dado pelos povos indígenas que viviam aqui.
O visitante é recebido como um amigo que retorna à cidade, que apresenta uma hospitalidade marcante - um diferencial do morador de Vitória. Em Vitória, o turista conta com um moderno centro comercial e prestador de serviços de qualidade. São modernos hotéis e centros de eventos, além de bons bares e restaurantes.

A capital do Espírito Santo, com 320.156 habitantes, conforme a estimativa de população IBGE (2009), é o centro da Região Metropolitana, que congrega mais seis municípios - Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Vila Velha e Viana. Está localizada, estrategicamente, na Região Sudeste, próxima dos grandes centros urbanos do país. Limita-se ao Norte com o município da Serra, ao Sul com Vila Velha, a Leste com o Oceano Atlântico e a Oeste com o município de Cariacica.
Circundado pela Baía de Vitória e pelo estuário formado pelos rios Santa Maria, Marinho, Bubu e Aribiri, o município apresenta ilhas, encostas, enseadas, mangues e praias, elementos de grande recurso paisagístico.
A cidade é singular por suas belezas naturais, seus grupos culturais tradicionais, seu crescimento notável (distinguindo-se de outras cidades do Brasil, Vitória cresce mais que o índice médio brasileiro), sendo um destino turístico em ascensão. A cidade possui um espaço territorial propício para eventos e negócios, destacando-se a realização de esportes náuticos. Além disso, Vitória vem se preparando para oferecer cada vez mais serviços qualificados e diversificados.
Na alta estação, principalmente durante o verão, a paisagem da cidade é alterada com a presença de luxuosos transatlânticos atracados no Porto de Vitória. O terminal está localizado no Centro da Vitória.


CULINÁRIA CAPIXABA: SABOR E TRADIÇÃO À MESA
A culinária capixaba tem um diferencial em relação aos demais pratos típicos regionais do Brasil. A comida oferecida em Vitória, assim como nos demais municípios do Espírito Santo, é produto de um mix especial de culturas, tanto dos colonizadores europeus quanto dos índios e africanos. A herança cultural, aliada à tradição pesqueira, gerou pratos que somente são encontrados aqui, como é o caso da Torta Capixaba (depois eu postarei a receita) e da Moqueca Capixaba (sim, eu disse Moqueca e não peixada, como servem pelo resto do Brasil – Moqueca é invenção capixaba – é nossa!!!)
É comum o morador de Vitória dizer que moqueca somente existe no Espírito Santo, porque nos demais Estados o que existe é a peixada. O que leva a comida a ser única são os temperos e a forma como é feita, inclusive, com o uso de panelas de barro, um importante diferencial da culinária local.
Entre os pratos típicos mais famosos estão a Torta Capixaba e a Moqueca Capixaba, além da Muma de siri e a Caranguejada. Ao contrário de outras peixadas, a moqueca não utiliza azeite de dendê e muito menos leite de coco.
Na confecção da torta são usados diversos frutos do mar, como siri desfiado, camarão, ostra e sururu, além de bacalhau e palmito. É o prato tradicional por ocasião da Semana Santa, feito em todas as casas dos moradores de Vitória e dos demais municípios capixabas, independente do credo religioso do morador é a tradição secular que fala mais alto.
A origem da panela de barro vem das tribos de índios que habitavam o Espírito Santo. As panelas são feitas até os dias de hoje de forma tradicional por um grupo de mulheres conhecidas como as "paneleiras". A técnica vem sendo repassada de geração para geração. Elas estão localizadas na região de Goiabeiras, próximas ao manguezal. A comercialização das panelas de barro é feita pela Associação das Paneleiras, que atende pelo telefone (27) 3327-0519. Impossível você ir à casa de um nativo ou mesmo de um mineiro, baiano, carioca ou paulista que se enraizou no Estado e não encontrar uma panela de barro prontinha para preparar uma gostosa Moqueca...

VIDA NOTURNA: REGIÕES QUE CONCENTRAM BARES E RESTAURANTES
A noite em Vitória começa com um happy hour e vai até a madrugada. Algumas regiões concentram bares, restaurantes e outras opções de lazer. Confira.
Triângulo das Bermudas
O Triângulo das Bermudas compreende o trecho entre as ruas Joaquim Lírio e João da Cruz, na Praia do Canto, e recebeu dos boêmios da cidade esse nome há mais de 20 anos. É ponto de encontro de amigos antes de irem para o "rock" nas boates, nas noites de sexta e sábado. É a maior concentração de gente bonita da cidade. Como muitos homens que estão lendo este post devem saber: Vitória foi considerada, pela revista masculina playboy, a cidade com as mulheres mais belas do BRASIL.
Onde fica: na Praia do Canto, ruas João da Cruz e Joaquim Lírio.
Rua da Lama
É espaço de bares destinado ao público jovem. Os bares ficam abertos até a madrugada. Nesse local os jovens mais descolados, sem frescuras, sem grande produção visual, desfilam.
Onde fica: a "Rua da Lama" é a Avenida Anísio Fernandes Coelho, localizada no bairro Jardim da Penha, próximo à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Hortomercado
Possui restaurantes de estilos variados. É um ambiente climatizado para happy hour.
Endereço: Rua Licinio dos Santos Conte, 51, Enseada do Suá.
Telefone:(27) 3315-9604.
Horário de funcionamento: diariamente, das 8 às 23 horas.
Orla de Camburi
Nessa praia estão alguns dos maiores hotéis e restaurantes da capital, que servem a famosa moqueca.
Onde fica: Avenida Dante Michelini, passando pelos bairros Jardim da Penha, Mata da Praia e Jardim Camburi

NOSSOS PARQUES

PARQUE MOSCOSO





Inaugurado em dezembro de 1912, o Parque Moscoso é o mais antigo parque de Vitória.
Está situado no centro da cidade e possui um sinuoso lago com peixes e ilhas, cortado por pontes de concreto que imitam a textura de troncos, e vegetação essencialmente composta por espécies nativas de Mata Atlântica.
São aproximadamente 24 mil metros quadrados de área, constituindo-se num ambiente de tranquilidade em meio à correria do centro da metrópole.
A concha acústica é palco de inúmeros espetáculos. Ela foi tombada como patrimônio cultural pelo Conselho Estadual de Cultura e é privilégio de poucas cidades brasileiras.

BARREIROS
O Parque Municipal de Barreiros surgiu a partir de um antigo sítio onde se desenvolvia a fruticultura e que foi adquirido pelo município em 1991.
Mangueiras, cajueiros, jaqueiras, abiuzeiros, ingazeiros, jamelões e abricoteiros se espalham, compondo a região mais plana, entre muitas outras espécies de porte menor. Uma nascente dá origem ao córrego que atravessa o parque em sua parte lateral.
A denominação de Barreiros se deve à antiga fazenda que ocupava áreas dos atuais bairros de Joana D'Arc e São Cristóvão. A fazenda foi extinta, mas a palavra Barreiros ficou e, até o final dos anos 60, designava a área que equivale a esses bairros. Hoje, identifica o parque, inaugurado em junho de 2002 e localizado em parte das terras que pertenceram à antiga propriedade rural.
Aves, répteis e peixes podem ser vistos no local, que possui área superior a 46 mil metros quadrados. Lá, existe também um Centro de Educação Ambiental (CEA).

FAZENDINHA
Parque da Fazendinha traz o interior para dentro da cidade
No extremo norte da Capital, entre a rodovia Norte-Sul e os bairros Jardim Camburi e de Fátima, fica o Parque Municipal da Fazendinha, um lugar perfeito para repousar à sombra de árvores frutíferas, como mangueiras, cajueiros, jambeiros e laranjeiras, e de exemplares de Mata Atlântica introduzidos naquele ambiente.
Inaugurado em junho de 2004, o parque possui quase 23 mil metros quadrados e serve de moradia para aves, mamíferos e peixes. A região central é ocupada por uma nascente e um grande lago. Na parte mais elevada, existe um platô, que serve de mirante natural.
A Fazendinha constitui um parque temático e um espaço rural lúdico, educativo, de lazer e contemplação, tudo de maneira integrada. É um cenário interessante para a criançada se divertir observando a natureza.

FONTE GRANDE
Situado no Maciço Central da Ilha de Vitória, o Parque Estadual da Fonte Grande contrasta com a agitação da metrópole e é um convite para quem deseja relaxar apreciando a natureza. Na Capital, o parque é a última área contígua de grande porte com vegetação característica de encostas da Mata Atlântica.
Ele foi inaugurado em junho de 2001 e está sob os cuidados da Prefeitura de Vitória. Ao longo de seus 21,8 mil metros quadrados, podem ser observados répteis, invertebrados, pequenos mamíferos e aves.
Em suas encostas, estão localizadas várias fontes e bicas, com destaque para São Benedito, Cazuza e Morcego. O local também possui um Centro de Educação Ambiental (CEA).
O relevo é acidentado e inclui vales e pontões. O ponto culminante atinge quase 309 m. Com localização e paisagens privilegiadas, a região tem mirantes naturais, que proporcionam espetaculares e múltiplas visões de Vitória e de seu entorno.
No alto do Morro da Fonte Grande, mas fora da unidade de conservação, existem as torres de rádio e televisão. Elas atraem a atenção de muitas pessoas que circulam pela beira-mar e ajudam a direcionar os olhares para as belezas paisagísticas do parque.

GRUTA DA ONÇA
O refúgio da natureza próximo à agitação da cidade grande
Com área de quase 69 mil metros quadrados, o Parque Municipal Gruta da Onça é ideal para trilhas entre nascentes e riachos, cercados de exuberante vegetação de Mata Atlântica. Na entrada, uma grande onça de concreto protege uma nascente. Escadarias e caminhos íngremes levam a um belo passeio.
O parque foi criado em 1988 e reinaugurado em 1996. Nele, as pessoas caminham ao som do canto dos pássaros, em companhia de mamíferos, como coelhos e macacos, e de répteis, a exemplo dos calangos e lagartos. O orquidário, as cinco praças e a capela ecumênica chamam a atenção dos visitantes. O parque também conta com um Centro de Educação Ambiental (CEA).
Uma parada obrigatória é o Mirante da Pedra da Raposa. Ele oferece visões inesquecíveis da baía, do penedo e do porto, revelando algumas das mais belas paisagens de Vitória.


HORTO DE MARUÍPE
Paisagem verdejante encanta quem vai ao Horto de Maruípe

O Parque Municipal Horto de Maruípe é um belo cenário reconstruído da Mata Atlântica, recoberto pelo verde e colorido pelas flores, entre elas, diversas espécies de bromélias típicas das montanhas do Estado. As águas de uma nascente descem das encostas, formando lagos e um córrego cheio de curvas. Aves e peixes ajudam a entreter quem transita por ali, reforçando, ao mesmo tempo, a proximidade dos visitantes com a natureza.
O parque, que se estende por 63 mil metros quadrados, é uma das áreas verdes mais antigas da Capital. Destaca-se o corredor formado pelas palmeiras imperiais. O local foi inaugurado em outubro de 1995 e é adequado para caminhadas e eventos culturais, além de possuir quadra de futsal e de futebol de areia e uma academia popular.

PARQUE PEDRA DA CEBOLA
Parque Pedra da Cebola fica na área de uma antiga pedreira
O Parque Pedra da Cebola possui exemplares de Mata de Restinga e de Mata Atlântica e vegetação rupestre nativa do local, que abrigam pequenos répteis e aves. Dotado de área superior a 100 mil metros quadrados, o parque também conta com jardim oriental e um mirante, com vista para a Praia de Camburi, parte do Maciço Central, o Porto de Tubarão e o Morro do Mestre Álvaro, localizado em Serra.
O parque foi implantado em novembro de 1997, num local onde, até 1978, existiu a Pedreira de Goiabeiras, de propriedade da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Trata-se da primeira recuperação de área degradada por esse tipo de atividade econômica no município. No ambiente da antiga jazida, uma área plana serve para eventos de pequeno e médio porte e para a prática de atividades esportivas.
O nome do parque deriva de uma grande pedra esculpida pela natureza que repousa sobre outra rocha. Devido a seu comportamento geológico, a pedra se "descama" de maneira similar as palhas de uma cebola.

TABUAZEIRO
Belezas do campo no Parque de Tabuazeiro
Encravado nos contrafortes do Maciço Central de Vitória, o Parque Municipal de Tabuazeiro foi implantado em uma área remanescente de um sítio agrícola. Por isso, no local, são encontradas inúmeras árvores frutíferas, como jaqueiras, jambeiros, abacateiros, mangueiras e a árvore mais significativa, o secular cajá-mirim, conhecido também como tabuazeiro, que originou o nome do parque, inaugurado em setembro de 1996.
Nesse ambiente que remete à tranquilidade do interior, espécies remanescentes de Mata Atlântica reforçam as belezas da paisagem verdejante. Duas nascentes formam um lago e o córrego que corta a área baixa do parque. Répteis, mamíferos e aves desfilam pelo território, de mais de 50 mil metros quadrados.
Trilhas íngremes levam a pontos privilegiados para a observação da região. Além disso, o parque conta com viveiro e horta de plantas medicinais e faz distribuição de mudas para a comunidade e instituições interessadas. Para completar a diversão, há campo de futebol society, quadra poliesportiva e playground.

NOSSAS PRAIAS




CAMBURI
Praia de Camburi: boa opção para passeios e esportes ao ar livre

Localizada ao Norte da cidade, é a única praia da ilha que fica na área continental. Com seus seis quilômetros de extensão, é completamente urbanizada e arborizada. Toda a orla é bem iluminada e no inicio há um monumento à Iemanjá.
O calçadão presente em toda orla é específico para prática de corrida, caminhadas, passeios de bicicletas e demais esportes ao ar livre.
A Prefeitura de Vitória está construindo oito novos quiosques, obra autorizada pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Um deles será utilizado pelo Serviço de Orientação ao Exercícío (SOE).
CURVA DA JUREMA
Ponto de encontro da galera animada, que gosta de pagode, samba e churrasco na praia. Ambiente que conta com os mais diversos públicos.

ILHA DO BOI
Praias da Ilha do Boi possuem águas tranquilas
Com extensão de 140 metros, o local mantém sua reserva graças a algumas peculiaridades. Além das águas tranquilas e claras, a Praia Grande (ou Praia da Esquerda), na Ilha do Boi, é um recanto natural e com sombras proporcionadas por árvores. A Praia da Direita ou Praia Pequena fica nas proximidades. Ambas se encontram a poucos minutos da Praia do Canto e de Jardim da Penha e representam um dos pontos de encontro dos jovens da cidade.

MONUMENTOS HISTÓRICOS
Vitrais são o maior destaque da Catedral Metropolitana de Vitória

A Catedral Metropolitana de Vitória começou a ser construída em 1920 e, com grande demora, foi concluída, na década de 1970. O projeto inicial era de Paulo Motta (o mesmo que projetou o Parque Moscoso) e foi se modificando com o passar dos anos, tendo recebido colaboração de vários artistas e arquitetos.
Ela ocupou o lugar onde, até 1918, havia uma igreja conhecida como a antiga Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória. Era uma igreja colonial, que foi edificada por volta de 1550, quando Vitória ainda se chamava Vila Nova, no período do primeiro donatário da capitania do Espírito Santo, Vasco Fernandes Coutinho.
Com a criação da Diocese do Espírito Santo e a nomeação do primeiro Bispo dom João Batista Correia Nery, a igreja recebeu o título de Catedral, mesmo sendo considerada pequena e antiga demais para comportar o número de fiéis, que crescia. Assim, foi demolida com o intuito de ser substituída por uma igreja maior, de acordo com o desejo de modernizar a capital do Estado.
Símbolo da cidade de Vitória, a Catedral foi tombada pelo Conselho Estadual de Cultura, em maio de 1984. Destaca-se no ambiente por sua imponência e por possuir características da arquitetura neogótica. Tem como destaque os maravilhosos vitrais de suas paredes.

Convento do Carmo sofreu reforma planejada por André Carloni

O Convento de Nossa Senhora do Monte do Carmo foi fundado em 1682 por padres carmelitas. O conjunto era formado pelo convento propriamente dito, pela Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo e pela Capela da Ordem Terceira. Todos possuíam estilo colonial, com linhas barrocas.
Dois séculos depois, o Convento do Carmo se encontrava em decadência. Devido a uma proibição dos noviciados religiosos de formação de padres, o Convento ficou completamente abandonado, em 1872. O edifício foi então assumido pelo governo, sendo utilizado em várias funções, inclusive a de quartel militar.
Apenas quatorze anos depois, após a criação do Bispado do Espírito Santo, o governo devolveu o Convento para a administração da Igreja Católica. O primeiro bispo do Estado, dom João Batista Correa Nery, ocupou o prédio com o Ateneu Diocesano, colégio que foi transferido para o Convento da Penha, e o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, que perdurou até a década de 1970.
Durante a década de 1910 o convento passou por ampla reforma, ganhando mais um andar, enquanto a igreja conventual recebeu uma roupagem eclética com influências do estilo gótico. A capela da Ordem Terceira, que ficava ao lado da igreja, foi destruída. A responsabilidade das obras ficou no nome de André Carloni

São Francisco foi primeiro convento franciscano da Região Sudeste.

O Convento São Francisco foi construído no final do século XVI pelos padres franciscanos, Frei Antônio dos Mártires e Antônio das Chagas, a pedido do 2º Donatário da Capitania do Espírito Santo, Vasco Fernandes Coutinho Filho. Possuía além da igreja, dedicada a São Francisco, as dependências necessárias ao monastério e a Capela da Ordem Terceira da Penitência.
A esse conjunto foi acrescentado posteriormente um cemitério municipal, que funcionou de 1856 a 1908. Próximo ao local, uma capela sob a invocação de Nossa Senhora das Neves, passou a ser necrotério. A capela, em arquitetura colonial, ainda hoje permanece nos espaços do convento.
O convento abrigou diversas irmandades, dentre elas a Irmandade de São Benedito, que se reunia na Capela da Venerável Ordem Terceira e movimentava a cidade com suas festas e procissões. Com o tempo, o convento foi ficando ocioso e as autoridades civis passaram a requisitá-lo para diversas finalidades, funcionando como local para escola e enfermaria para atender às vitimas das constantes epidemias que atacavam a cidade na metade do século XIX.
A partir daí, abrigou diversos usos, como Orfanato Cristo Rei (1926 a 1960); Residência Episcopal (1960 a 1985); Rádio Capixaba (1963 a 1973); Colégio Agostiniano (1970 a 1976) e Residência das Irmãs Carmelitas (1981 a 1985). Atualmente abriga a Cúria Metropolitana e diversas entidades ligadas à Igreja Católica

Palácio Anchieta já foi sede da missão jesuíta no Estado

O Palácio Anchieta é uma das sedes de governo mais antigas do Brasil. A edificação sede do Governo do Estado do Espírito Santo foi construída para funcionar como colégio Jesuíta.
O ano de 1551 é o marco de fixação da Companhia de Jesus no Espírito Santo. Padre Afonso Brás e o irmão Simão Gonçalves fundaram o Colégio de São Diogo, que, na época, era uma pequena construção coberta de palha.
Com a chegada de padre José de Anchieta a cidade, a construção recebeu uma base mais sólida, e um anexo, no qual funcionava a igreja de São Tiago, foi edificado. Anchieta foi um dos personagens mais significativos da ordem jesuíta no Brasil, e ficou conhecido pelo trabalho com os nativos da região Sudeste. O túmulo simbólico do religioso se encontra sob o local onde era o altar-mor da antiga igreja.
Até 1760, o Palácio Anchieta abrigou o Colégio de São Diogo que ensinava a ler, a escrever, além de Filosofia e Teologia. O Colégio também era a sede administrativa e a sede das missões dos jesuítas no Espírito Santo. Já a igreja de São Tiago servia espiritualmente à sociedade.
Em meados do século XVIII, por ordem de Dom José, rei português, os jesuítas foram expulsos de Portugal e de suas colônias. Como conseqüência, os bens da ordem foram incorporados ao Governo. Com isso o Colégio é transformado em sede do Governo e passou a abrigar, também, vários outros serviços como o Hospital Militar, o Quartel e a Fazenda.
No governo de Jerônimo Monteiro, reformas foram realizadas de 1908 a 1912. A igreja é desativada e, a parte que era o Colégio, é totalmente descaracterizada. Posteriormente, a fachada foi remodelada e recebeu diversos elementos em estilo eclético.

Theatro Carlos Gomes é marco da arquitetura eclética no Estado

O Theatro Carlos Gomes foi edificado numa época em que a cidade de Vitória passava por importantes transformações urbanas, que visavam a transformação da cidade em uma capital "moderna". Ele foi edificado no Governo de Florentino Avidos.
Em 1923, o único teatro da cidade, o Melpômene, foi parcialmente destruído por um incêndio e o governo aproveitou a oportunidade para demoli-lo com a intenção de alargar a Praça Costa Pereira e abrir a Rua Sete de Setembro. Por utilizar a área do teatro para ampliação da praça, a administração estadual assumiu o compromisso com o município de que seria erguido um outro edifício para abrigar um novo teatro.
O teatro Carlos Gomes, então, foi edificado por iniciativa do arquiteto autodidata e construtor André Carloni. O prédio aproveitou as colunas de ferro fundido do antigo Melpômene, na sustentação dos balcões e galerias. A obra foi concluída no final da década de 1920 e tem um estilo arquitetônico eclético.
Pouco tempo depois o teatro foi vendido ao governo estadual, que passou a administrá-lo. Com a crise do café (1929), ele foi arrendado a uma firma particular e passou a funcionar também como cinema. O Theatro Carlos Gomes foi restaurado, depois de 40 anos, pois seu terreno sofreu instabilidade, já que foi construído na área de aterro sobre o mar.

Nossa Senhora do Rosário mantém características originais

A construção da Igreja de Nossa Senhora do Rosário foi iniciada em 1765. A estrutura principal foi concluída em dois anos, com a mão de obra escrava negra. O terreno foi doado à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.
A igreja é afastada do núcleo original da povoação de Vitória e seu acesso principal se dá por uma extensa escadaria voltada para o mar.
As festas dedicadas a Nossa Senhora do Rosário despertavam interesse na capitania, mas para os negros da irmandade a devoção mariana não era única. Eles prestavam culto também a São Benedito, com quem se identificavam.
No início do século XIX ocorreu o roubo da imagem de São Benedito do Convento de São Francisco. Proibiu-se a saída, em procissão, da imagem, que foi levada para a Igreja do Rosário pelos membros da irmandade e devotos do santo. Esse fato deu início aos famosos conflitos entre Peroás (os irmãos da Igreja do Rosário) e Caramurus (os irmãos do Convento).
Tombada como patrimônio histórico, a Igreja mantém as características originais da fachada colonial e o frontão barroco, além do cemitério em seus corredores.
Ao lado foi construída a "Casa de Leilão", que tinha o nobre exercício de arrecadar verbas para comprar a alforria de escravos.
Um pequeno museu resgata essa história, apresentando imagens e peças utilizadas pela Irmandade de São Benedito, inclusive antigas vestes e um andor que pesa cerca de 400 quilos e que eram usados pelos fiéis durante as famosas procissões.

Igreja de São Gonçalo é bem tombado desde 1948

No local onde hoje se encontra a Igreja de São Gonçalo, já havia, em 1707, uma capela que foi construída pela Irmandade de Nossa Senhora do Amparo e da Boa Morte, uma irmandade de homens pardos. Passados oito anos, as irmandades solicitaram permissão para construírem no local da capela uma igreja dedicada a São Gonçalo Garcia. Em 2 de novembro 1766 com a presença do Visitador Diocesano, padre Antônio Pereira Carneiro, e do vigário da vila de Vitória, Antônio Xavier, a igreja foi consagrada ao santo português.
Na segunda metade do século XIX a Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte e Assunção recebe o título de Confraria. Ela foi elevada a esta categoria em virtude de Provisões do Bispo Diocesano, Conde de Irajá. Posteriormente, a Confraria de Nossa Senhora da Boa Morte Assunção torna-se uma Arquiconfraria, sendo a única a receber esse título em Vitória.
Por quase duas décadas a Igreja de São Gonçalo foi sede paroquial, Matriz e Catedral de Vitória. Isso se deu pelos fatos de a Igreja de São Tiago ter sido desapropriada e a Igreja de Nossa Senhora da Vitória, que era a Matriz e Catedral, ter sido destruída com o intuito de se erguer uma nova e maior Catedral e assim, portanto, os ofícios religiosos foram transferidos para a Igreja de São Gonçalo.
A igreja possui características da arquitetura barroca em sua fachada e também no altar-mor, que tem entalhes em madeira, pintados a ouro. Em 06 de novembro de 1948 a igreja de São Gonçalo Garcia foi tombada como patrimônio histórico, sendo gerenciada atualmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Vitória reúne opções variadas para quem curte o turismo náutico

O Turismo Náutico é uma realidade em Vitória. Na pesca oceânica, Vitória é considerada a capital do marlin azul por deter recordes mundiais dessa espécie, o que estimula a realização de importantes competições.
O ambiente marítimo natural favorece o desenvolvimento de esportes de praia, como o campeonato de futebol de areia de praia.
A bacia hidrográfica do município permite a implantação de estruturas de apoio a embarcações como píeres, marinas, clubes náuticos e outros, além da integração com o manguezal e a cultura caiçara.
Passeios
Escuna Cores do Mar
Passeios de barco com duração de duas horas para os seguintes roteiros:
• Caminhos do Sol: saída às 10 horas, com embarque e desembarque no Píer de Iemanjá, na Praia de Camburi
• Ilha de Vitória: saída às 15 horas, com embarque e desembarque no Píer de Iemanjá, na Praia de Camburi
• Rota Manguezal: saída às 10 e 15 horas, com embarque e desembarque no Cais do Hidroavião, em Santo Antônio

Contatos: (27) 3222-3810 / 9914-0843 / 9989-5107
Pontos de atracação e embarcações de lazer
• Marina do Iate Clube do Espírito Santo (Ices)
Praça do Iate, 200, Praia do Canto, Vitória (ES)
Telefone: (27) 3322-1825
Site: www.ices.com.br
• Píer de Iemanjá
Avenida Dante Michelini, s/n, Praia de Camburi
• Cais do Hidroavião
Avenida Dario Lourenço de Souza 1.345, Santo Antônio
• Atracadouro de Santo Antônio - Cais das Barcas
Praça de Santo Antônio
• Atracadouro da Ilha das Caieiras
Rua da Felicidade, s/n, Ilha das Caieiras


Respeitável público, Vitória é uma espécie em extinção. Capital Litorânea com grandes empresas, ótimas oportunidades, diversão garantida, baixo custo de vida, boas moradias, gratificante paisagem, disponibilidade de bons centros de estudo, trânsito suportável, acesso rápido aos mais distintos bairros; entretanto, humilde como uma cidade de interior, simples como um pescador, modesta como um verdadeiro amor. Diziam ser o primo pobre do SUDESTE e eis que as últimas notícias dão conta que Vitória, hoje, é a terceira melhor cidade para se morar no BRASIL.
Minha cidade maravilhosa. Meu colírio. Aqui nasci, aqui vivo e aqui morrerei!
Comprometo-me a dizer àqueles que se aventurarem a conhecê-la por algum tempo: cuidado, pois correm sérios riscos de realizarem mudança definitiva, permanente.
Eu sou suspeita pra falar, afinal, Vitória, aqui é meu lugar!!!


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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Torres? Laguna? Bertioga? Praia mesmo é Jericoacoara!!!

Não é à toa que está entre as dez praias mais belas do mundo, pelo jornal Washington Post. No interior do Ceará, Jeri, notabiliza-se pela beleza natural, água limpa e de temperatura amena, cheia de gringos turistas e gringos "nativos". Tem de tudo: italiano, baiano, grego, africano, espanhol - é uma praia multicultural que nos oferece festas, bons restaurantes e possibilidade de esportes, tais como, comer, beber, torrar no sol e dormir à noite. É muito agitada, possui belas mulheres e outros atrativos culturais. Conselho de mochileiro: leve dinheiro vivo, pois não há caixas eletrônicos na praia. Não é permitida a pesca, exceção feita às sereias que transitam por lá ...hehehe. Programe-se, reserve hotéis, afinal, a procura é grande! Esteja certo: caso resolva ir à Jeri, jamais esquecerá este lugar. Entre as muitas opções você terá o passeio à famosa Pedra Furada. Portanto, viventes, tirem as nádegas das respectivas cadeiras e se aventurem a conhecer o mundo, antes que ele seja invadido por alguma espécie interplanetária capaz de sequestrar nossas mulheres, beber nossas cervejas e invadir nossas praias... hehehe
Por hoje, é só!! Em breve teremos 'novatos "postando...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Couch Surfing - entre nessa você também!!!

O Projecto CouchSurfing (CS) é uma rede mundial para fazer conexões entre viajantes e as comunidades locais que eles visitam. Ou seja, um serviço de hospitalidade com base na Internet que em 2008 tinha cerca de 600000 membros em 231 países e territórios.
A missão do CouchSurfing é "Participação na criação de um mundo melhor, um sofá de cada vez":"CouchSurfing procura ligar pessoas e lugares internacionalmente, criar trocas educacionais, fomentar consciência coletiva, espalhar a tolerância e o entendimento cultural. Como uma comunidade, almejamos fazer a nossa parte individual e coletiva para criar um mundo melhor e acreditamos que o surf de sofás é um meio para atingir esse objetivo. O CouchSurfing não é mobília, não é encontrar alojamento gratuito por todo o mundo; é estabelecer ligações por todo o mundo. Fazemos do mundo um lugar melhor abrindo as nossas portas, os nossos corações e as nossas vidas. Abrimos as nossas mentes e damos as boas vindas à sabedoria que a troca cultural oferece. Criamos ligações profundas e significativas que cruzam oceanos, continentes e culturas. O CouchSurfing quer mudar não só a maneira como viajamos, mas também, a maneira como nos relacionamos com o mundo!"
Diferente dos albergues onde a troca cultural internacional ocorre por conta do encontro das mais diversas etnias em um mesmo espaço, o couch surfing nos possibilita o encontro direto com o povo nativo da região a qual estamos conhecendo. Ao nos emprestarem um sofá para dormir, oferecem-nos também a chance de descobrirmos valores locais que vão muito além daqueles que os livros e sites de viajantes nos ensinam. Possibilita o contato direto com a língua, comida, folclore, história e costumes típicos da região. É uma forma prazerosa, econômica e única de termos contato próximo com o povo local.
Como funciona
A inscrição na organização é gratuita e pode ser obtida simplesmente registrando-se no site www.couchsurfing.org. A atividade principal da organização é a troca de alojamento. Enquanto anfitrião, um membro oferece o alojamento a seu belo prazer; não é necessário alojar, mas obviamente que é encorajado. Enquanto surfer (convidado), o viajante pode procurar e pedir alojamento para o seu destino. O alojamento é inteiramente consensual entre o anfitrião e o convidado, a duração, a natureza e os termos para a estadia do convidado são acordados à priori para satisfazer ambas as partes. Espera-se que a estadia seja também gratuita; não existem compensações monetárias exceto em determinadas situações (o convidado pode compensar o seu anfitrião pela comida).
Existem três métodos para garantir a segurança e a confiança, os quais estão todos visíveis nos perfis dos membros para pontenciais anfitriões ou "surfers" terem em conta antes de qualquer tipo de encontro:
1. Referências pessoais, que anfitriões ou "surfers" (convidados) podem deixar um ao outro após terem usado o serviço.
2. Um sistema opcional de verificação por cartão de crédito, que permite aos membros "trancar" o nome e morada fazendo um pagamento com cartão de crédito e introduzindo um código que o CouchSurfing envia à morada de pagamento (isto permite também que o CS recupere alguns custos por requerer um pequeno donativo para a verificação).
3. Um sistema pessoal de certificações, onde um membro que foi certificado — inicialmente apenas os fundadores do site estavam certificados — possa certificar um sem número de outros membros que ele ou ela tenha conhecido e em quem confie.
Os voluntários no projeto organizam frequentemente encontros ou acampamentos os quais são eventos que duram vários dias e aproximam pessoas.
Desde Junho de 2006, o site tem sido gerido em grande parte pelos Coletivos do CouchSurfing, os quais são grupos de membros que se juntam numa determinada cidade para desenvolver e melhorar o CouchSurfing. Os primeiros três Colectivos tiveram lugar em Montreal, Viena e Nova Zelândia.
Membros que desejem voluntariar-se para variadas tarefas e ajudar a espalhar a palavra do CouchSurfing podem geralmente tornar-se embaixadores. Embaixadores têm de estar verificados e promover ativamente o espírito de CouchSurfing entre membros e entre o público em geral. Além da promoção do site, eles dão as boas vindas aos novos membros, ajudam com questões, outras tarefas administrativas e muito mais, tudo em regime de voluntariado.
Críticas
Existem ocasionalmente membros do CouchSurfing que tentam usar o site como um sistema de "engates" (encontros), um problema que o fundador Casey Fenton reconhece: "Baseado no que tenho visto e ouvido, estas pessoas que vêm para o CS e usam-no exclusivamente como um sistema de "engates" (encontros) são definitivamente prejudiciais para a experiência geral do CS. Isto é um problema comum a muitas comunidades online grandes com perfis pessoais. O outro lado desta discussão é, limitar as utilidades disponíveis aos membros é uma forma de censura, elemento este que não é desejável para uma comunidade aberta e livre como é o CouchSurfing.
Experiência própria
Particularmente, faz menos de 1 mês que vivenciei uma agradável experiência. Havia me cadastrado no site e coloquei que meu sofá estava livre para ser utilizado. Menos de uma semana depois recebi um email do Johannes Bruno me solicitando o sofá por 2 dias na próxima semana. Mandei uma resposta dizendo que ele poderia vir assim que desejasse. Acreditando na boa índole do Johannes enviei meu endereço. Sei que parece meio louco, mas não vou tentar explicar aqui minhas opniões a esse respeito. Minha mãe, meu irmão e minha vózinha aceitaram a minha proposta na hora...acreditaram em mim e assim como eu, acreditaram nas boas intenções do Johannes. Meus parentes, esses não, questionaram muito nossa posição e minha mãe repetindo: se Jesus Cristo viesse hoje e pedisse um abrigo, coitado, seria tratado pior que fora há milênios ...rsrsr...coisas de mãe. Pois bem, 5 dias depois, chega Johannes à minha casa de madrugada, pois seu vôo atrasou. Eu estava dando plantão no hospital e quando ele me ligou eu me encontrava no meio de uma cirurgia. Pedi à enfermeira para orientá-lo a seguir para minha casa que minha mãe o estaria esperando. Ele foi. Chegando à minha casa estavam meus primos o esperando para levá-lo para as festas da cidade. Só sei dizer que minha mãe o adotou como filho e meus primos como irmão. Uma amizade super agradável se estabeleceu. E, com certeza, Johannes foi um excelente hóspede. Acredito que eu quem fiquei devendo como anfitriã. Em breve, assim espero, serei eu quem o visitarei.
É fato que o couch surfing não é apropriado para os indivíduos que costumam não acreditar na idoneidade das pessoas. É lógico que aqueles que não conseguem crer na boa vontade do próximo ou na intenção positiva de se fazer apenas uma nova amizade e ajudar não devem se cadastrar no site. O couch surfing é adequado para as pessoas que desejam conhecer o mundo e , para isso, contam com a boa vontade do desconhecido. É uma forma excelente de exercitar sua hospitalidade e também sua capacidade de adaptação. Através do couch surfing você terá que aprender o respeito às mais distintas formas de pensar e ver o mundo, afinal, você entrará em contato com culturas, valores e costumes bem distantes daqueles que você catequizou. Deverá entender as mais complicadas formas de apresentação da alegria, do riso, do nervosismo, da raiva, da dor, enfim, do limite das pessoas, pois, estará propenso a presenciar as variações de humor cotidianas das pessoas que te oferecem um sofá para dormir. Você estará sujeito a tudo: sujeira, limpeza, conforto, improviso, insensatez, mentira, liberdade, quintal, cidade, entulho, virtude...desculpem-me, mas, é brilhante!!! É pra quem vive o espírito de mochileiro!!!
Bem pessoal, essa é minha proposta de hoje para vocês. Entrem no site www.couchsurfing.org e, ao menos, tentem entender a idéia. Tenho certeza que os mochileiros de plantão irão amar...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

E para você? O que é ser mochileiro?

De acordo com o site Mochila Brasil, maior portal brasileiro da Internet sobre turismo alternativo, a cultura backpacker ou mochileira originou-se da geração Beatnik, nascida nos Estados Unidos. Formada por escritores e artistas, os quais constituíram um dos mais significativos movimentos literários do século XX, introduziram a palavra liberdade à sociedade americana das décadas de 50 e 60. Os beatniks não se identificavam com os soldados nem com os jovens empresários da época da 2ª Guerra Mundial. Não acreditavam em empregos normais, lutavam para sobreviver e viajavam como podiam. O escritor norte-americano Jack Kerouac é o ícone da Cultura Beatnik e autor do livro On the road, bestseller que influenciou várias gerações a “caírem na estrada”.
Os australianos Tony e Maureen Wheeler também contribuíram para que milhões de jovens colocassem suas mochilas nas costas e saíssem para conhecer o mundo. Recém casados, eles saíram para uma viagem pela Ásia, ao melhor estilo On the Road, a qual escreveram um livro a respeito. Nascia ali o guia Lonely Planet que, desde os anos 70, influencia jovens australianos, americanos e principalmente europeus a se aventurarem pelo planeta. A Austrália, por sua vez, se beneficiou com o feito e se transformou no berço do Turismo Backpacker, sendo o país que mais recebe mochileiros no mundo, tendo gerado mais de US$ 4 bilhões nos anos de 97, 98 e 99.
Mesmo vivendo em um novo século a essência permanece. Backpack, como usualmente apelidamos os mochileiros mundialmente, descreve o turista, que como Tony, Maureen ou os grandes personagens da geração Beatnik, viaja de forma independente e econômica.
Numa tradução literal, esta palavra da língua inglesa significa: aquele que carrega uma mala nas costas, ou mochileiro. O termo em português pode trazer uma conotação errônea deste segmento, sendo confundido com sacoleiro, ou seja, pessoa que faz viagens com a finalidade única de comprar mercadorias, das mais diversas espécies, para posterior revenda.
Bem diferente disso, a Associação dos Mochileiros e Aventureiros do Brasil estabelece o backpack como um grupo de viajantes alternativos de todas as idades, nacionalidades e classes sociais possíveis, que amam sair de suas casas, atravessar fronteiras de países ou mesmo de estados, conhecer locais e pessoas de culturas diferentes, através de uma forma totalmente aventureira e enriquecedora.
Para mim, nós mochileiros, somos viajantes independentes, organizamos nossas próprias viagens, levando em consideração a aventura, a diversão, o conhecimento e a liberdade de escolhas. Procuramos formas de hospedagens alternativas: acampamentos, albergues (hostels) ou ainda o couch de algum nativo. Essas opções se pronunciam não apenas como uma alternativa para diminuir nossos gastos, mas também, como ótimas formas de realizarmos um intercâmbio cultural com outros backpackers. Essas formas de hospedagens nos une a indivíduos com gostos parecidos, ideologias semelhantes, objetivos incomuns, conduzindo nossa viagem a um rumo diferente daquele outrora traçado. E a cada cidade diferente, e a cada hostel distindo, e a cada novo amigo conquistado, a viagem toma rumos alternativos. Há planos, mas eles não estão engessados. A idéia permanece, mas as formas de concretizá-la são mutáveis.
Somos jovens, estudantes, adultos, aposentados...escolhemos essa forma de viajar muito mais por opção, estilo e vontade do que por limitações. Preferimos economizar dinheiro com o luxo de poucos dias em um hotel 5 estrelas para privilegiar 1 mês inteiro de aventuras. Gostamos de ser independentes para fazermos nossas escolhas. Temos aversão aos pacotes limitados das empresas de turismo. Buscamos mais que o conhecido por todos os turistas, queremos a identidade do local que visitamos, aquilo que o nativo admira e reserva para si.
Eu digo e reafirmo: para mim, mochilar é mais que uma opção, é um estilo de vida!!!!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Uberlândia tá de brincadeira!

     Então caras pálidas, confesso que tenho andado meio ausente, mas agora, com a Bia agitando mais o blog, ( é Bia... tu já tens um blog hahaha), prometo que vou escrever mais, principalmente com esta nova trip que está se desenhando. Mas hoje, vou falar um pouco da minha viagem à Uberlândia.
Tenho uma teoria sobre Uberlândia , aliás tenho várias teorias, mas esta, em especial, é que toda mulher feia que nasce em Uberlândia é mandada para outra cidade ou país, porquê, definitivamente, mulher feia em Uberlãndia é lenda, mas a cidade tem inúmeros outros atrativos: praças, bares, em cada esquina tem uma dupla sertaneja e  o povo mineiro é sensacional!!!
     Na época eu morava em Jundiai, saímos eu e outro amigo no sábado às 7 da manhã de carro. Pegamos a Bandeirantes e depois Anhanguera e seguimos. Estrada perfeita. O único problema é a quantidade de pedágios no caminho. Fomos devagar e sem pressa. Chegamos por volta de 13:00 e paramos para o almoço ainda na estrada. Lá nos hospedamos na casa de uma amigaça - a Franciane. Foi na época de feriado de páscoa. Ficamos lá de sexta até terça: churrasco, bares, festas...andamos pela cidade, enfim, foi show de bola. Não sou do tipo de mochileiro que se prende muito aos lugares, prefiro me envolver com as pessoas da cidade e conhecer mais a cultura.
     Uberlândia, com certeza, está entre as cidades que melhor acolhem os turistas e para os que dizem que no sul é que tem mulher bonita: concordo, mas Uberlândia tá de brincadeira!
     Antes da trip de junho vai rolar uma reunião em sampa com a galera da trip. Antes disso, pretendo dar um pulo em Vitória-Es, pois a Bia não pára de fazer propaganda da cidade e ainda pode rolar uma ida à Rio das Ostras ,mas eu vou postando aqui.
     No mais era isso... Hasta la Vista !!!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Mochilão Bolívia-Peru-Chile em Julho de 2010 - Participe!!

A idéia dessa mochilada, pela América do Sul, surgiu no dia 06 de novembro de 2009 quando o Biel resolveu se cadastrar no fórum dos mochileiros.com. Meados do dia 21 de dezembro ele convidou o Val para participar da trip e, como todo bom mochileiro, o Val logo se entusiasmou, mas esbarrou em um imenso problema: convencer seu chefe a lhe dar 30 dias de férias numa data determinada. Mas, não é que o convincente Val persuadiu seu boss com total eficiência e conquistou a oportunidade de conhecer Bolívia, Peru e Chile!!
Trato fechado com o patrão e a largada foi dada: pesquisa de passagens aéreas;compra do mochilão, entre outros produtos indispensáveis para a longa viagem; aquisição de boas amizades nos fóruns para trocar informações relevantes e fé para que todos os planos se consumassem!
Pelo MSN um grupo se formou e agora, há um número substancial de pessoas com suas passagens já compradas a fim de compartilhar um mesmo destino.
Estão todos motivados, com bagagens preparadas e utensílios prontos para enfrentar quaisquer perrengues que essa louca e sonhada viagem tem a oferecer!
Rafa sp, Rafa rio, Rebeca, Cris, Wistom, Dyogo, Val, Biel, Silvana, Fabio, Ronaldo, Gustavo,Marcos - diversos nomes, habitantes de diferentes cidades e até mesmo diferentes países e um único objetivo: mochilar pela América do Sul!
Engana-se quem acredita que todos desse grupo se conhecem. Grande parte nunca se viu, mas isso não é empecilho, na verdade, é auxílio: novas amizades, novos costumes, novas idéias, novas opiniões, novas histórias, novos ensinamentos..essencial para o exercício de mochilar – adaptação é tudo – se você consegue se relacionar bem com pessoas tão diferentes, com manias tão próprias, esteja certo, você é capaz de suportar dificuldades físicas, afinal, o exercício mental é bem mais exaustivo!!!!
Bem, as camisas do grupo estão prontas, bem como os bonés que a galera vai ganhar...grande Wistom...valeu camarada!!!
E, se você quer participar desse grupo surreal, se você quer trocar informações, se você deseja saber mais sobre o orçamento, se você quer ter noção das trilhas que serão percorridas, se você quer obter o roteiro dessa viagem, sinta-se à vontade para add o Valzinho (Val, eu sou intrometida heim...já estou lançando o seu MSN no blog...depois vc me mata) – ele sim é o cara certo para te oferecer as informações mais precisas dessa super irada viagem!!! PARTICIPE!!!
MSN DO VAL: valzinhodoitj@hotmail.com

domingo, 18 de abril de 2010

Mochilão Argentina e Uruguai - 2010

Eiiiiiiiii pessoal!!! Tudo bem? Meu nome é Bianca (Meu apelido é Bia, então, sintam-se à vontade para me chamarem do mesmo jeito), sou de Vitória/ES (afirmo: cidade lindíssima) e estou aqui para compartilhar algumas informações com todos vocês.
Comecei a “mochilar” há 3 anos e mês passado vivenciei mais uma experiência.
A idéia de ir pra Buenos Aires surgiu no dia 21/02/2010 e, no dia seguinte, iniciei uma série de ligações na tentativa de organizar a minha agenda para conseguir 8 dias de folga. Ufa!!! Consegui. Agora, antes de comprar minhas passagens, mais um desafio: dar 7 plantões seguidos. Pois é, desafio superado, portanto, permissão obtida. Comprei minhas passagens 4 dias antes da viagem e, no momento da compra tomei uma decisão: poxa, já que estou indo para Buenos Aires acho que vou dar uma esticada. Pronto, comprei a passagem de ida para Buenos Aires e o retorno por Montevidéu. O resto: ah! Decido depois.
Gostaria de deixar claro que essa viagem não foi planejada, não foi econômica e não teve a minha cara. Fui de penetra em um grupo (muito especial, por sinal), fiz tudo de última hora e não passei nenhum perrengue (bem diferente de outros mochilões que fiz). A minha proposta com esse relato é oferecer dados e noções de preços. Espero que ajude!
Todos os gastos estão sublinhados e com letra aumentada.
Cotações durante a viagem:
1 Real = 1,88 dólares.
1 Real = 2,07 pesos argentinos.
1 Real = 10,05 pesos uruguaios.

Paguei 737,60 reais pela passagem (TAM), com taxa de embarque incluída. Saindo de Vitória, chegando ao Rio de Janeiro. Do Rio de Janeiro seguindo para Buenos Aires. Retorno de Montevidéu para São Paulo (aeroporto de Guarulhos). Transporte pela TAM do aeroporto de Guarulhos ao aeroporto de Congonhas e deste ao aeroporto de Vitória.

Primeiro dia (04/03/10):
Embarcamos no Airbus 320 da TAM no Aeroporto Eurico Sales em Vitória/ES e às 8:15 voamos em direção ao Galeão no Rio de Janeiro. No Rio encontramos o resto do grupo e às 11:30 voamos em direção a Buenos Aires. Chegando em Buenos Aires uma topic já nos esperava para fazer a nossa condução do aeroporto de Ezeiza ao Hotel (sim, fiquei em hotel nos primeiros dias – sem aquele intercâmbio cultural bárbaro que rola nos albergues, mas tudo bem, valeu!). Éramos em 11 pessoas e o motorista cobrou 400 pesos pelo transporte. Antes, eu havia cambiado alguns reais no Banco de La Nacion no próprio aeroporto que estava pagando 2,07 pesos argentinos para cada real.
Ficamos hospedados no Gran Hotel Buenos Aires na rua Marcelo T. de Alvear 767;
TEL: (54-11) 4312-3003 e FAX: (54-11) 4315-2243; Info@granhotelbue.com.ar; www.granhotelbue.com.ar. A localização do hotel é fantástica, próxima a rua Florida e da praça San Martín. Nas outras duas vezes que estive em Buenos Aires fiquei em albergues na Avenida 9 de julio, localização ótima também.
A diária nesse hotel é bem salgada (495 pesos argentinos por um quarto com cama de casal, suíte, ventilador, ar condicionado, TV a cabo), bem diferente dos albergues de Buenos Aires que além de confortáveis e bem equipados possuem diárias muiiiiito em conta, aproximadamente, 20 a 50 reais, variando de acordo com o número de pessoas no quarto e presença ou não de banheiro privativo (valem muito mais a pena para quem tem espírito de mochileiro).
À noite fomos à Puerto Madero para jantar no conhecido Siga La Vaca (meio contra minha vontade que prefiro o La Bisteka), mas eu era minoria...rsrsrs...pagamos 15,70 pesos argentinos no táxi e 65 pesos por pessoa o que incluía o Buffet, a bebida e uma sobremesa. Pagamos 17,64 pesos pelo táxi na volta.

Segundo dia (05/03/10):
Acordamos cedo, tomamos um reforçado café da manhã e partimos para a Avenida Córdoba, pois o grupo queria fazer compras (taí algo que nunca fiz em mochilões, afinal, o dinheiro sempre vai contado, mas eu estava com a galera e sabia o endereço dos outlets, logo, fui ajudar). Pedimos uma topic que cobrou 60 pesos para deixar o grupo na Av. Córdoba na altura do outlet da NIKE. Só lembrando que o outlet da Puma não fica na avenida, mas sim, na rua Gurruchaga, cuja entrada fica uns 3 quarteirões à frente do outlet da Nike. Os preços são realmente incríveis se comparados ao Brasil. Mas, eu fiquei na minha. Já a galera se esbaldou nas compras. Almoçamos na Avenida Córdoba mesmo em um restaurante simpático chamado Viejo Bar onde comi um Lomo (filé mignon) ao champignon com batatas fritas por 44 pesos argentinos. Pegamos um táxi para retornar ao hotel e pagamos 16 pesos por isso.
À noite fomos à Recoleta e sentamos no restaurante Posta Recoleta na Junín 1767 e Tel 4805-9861. Nesse restaurante você paga 40 pesos e tem direito a uma entrada que pode ser (empanada criolla ou ensalada russa ou consome a La crema de vegetales), um prato principal (bife de chorizo ou spaghetti ou pollo a La parrilla ou filet a La romana com purê) e uma sobremesa (budín de pan ou crepé de Dulce de leche ou helado a La reina ou flan). Apesar do preço ser atraente, tome cuidado, pois os valores cobrados pelas bebidas são absurdos: suco de laranja custa 13 pesos, refrigerante custa 10 pesos. Esse mesmo restaurante oferece música ao vivo.
Fomos dar uma volta pela recoleta e não resistimos ao Freddo...rsrsr...tomei um sorvete na casquinha por 14 pesos.
O táxi de ida para a recoleta custou 11 pesos e pagamos 10 pesos e alguns centavos pela volta.

Terceiro dia (06/03/10):
Enquanto o pessoal foi para seu segundo dia de compras eu fui em busca daquilo que me diverte: andar e conhecer a cidade. Tomei um café da manhã excelente, catei umas frutinhas na cesta exposta na mesa do café do hotel, peguei minha mochila e fui em busca do conhecimento. Já estive em Buenos Aires duas vezes, mas muito ainda havia para ser explorado. Saí do hotel, atravessei toda a Florida, cheguei à casa Rosada. Resolvi entrar e fazer um tour pela casa rosada que por dentro é amarela. De lá, parti para Puerto Madero, pois estava acontecendo uma festa com encontros das fragatas de vários países. Percorri toda Puerto Madero e andei pela Avenida Figueroa Alcorta até chegar ao Museu de Belas Artes. Durante o trajeto conheci o Museu Isaac Fernandez Blanco, passei pela estação do retiro, faculdade de direito e o parque de La flor. Particularmente, não entendo de pinturas. Admirei Picasso, Van Gohg, Kandinsky, Rodin, mas admito que me falta cultura, inteligência e uma pitada de sensibilidade para compreender aqueles quadros caríssimos. De lá fui ao Hard Rock Café e depois ao cemitério Recoleta. Sentei na praça, comi as frutas que havia colocado na mochila, bebi um pouco de água e me preparei para retornar ao hotel. Na volta sentei pela praça San Martín e depois passei pelo Círculo Militar e Museu de armas. Antes de ir para o hotel passei no Mc Donalds, afinal, já eram quase 18 horas e eu estava sem almoço. Paguei 17,25 pesos pelo combo do Bic Mac. Abastecida fui ao hotel tomar um banho e descansar, pois já estava tudo certo para o tango à noite.
Pagamos 100 pesos por pessoa para assistir ao espetáculo de tango no TANGO PORTEÑO. O preço é 120, mas como estávamos em grupo pagamos 100 por pessoa e o transporte estava incluído. Dica: vá alimentado ou se prepare para jantar após o tango, pois os preços são absurdos.
Após o tango fomos à Puerto Madero comer no La Bisteka ( eu estava ansiosa para retornar a esse restaurante – maravilhoso). O motorista que nos levaria de volta ao hotel nos fez um favor e nos transportou até o restaurante. Pagamos 67 pesos por pessoa pelo Buffet e uma sobremesa. As bebidas não estavam incluídas no valor. Nossa... como comi...engordei uns 3 quilos só nessa noite...mas, como valeu a pena...rsrsrs...
Transporte de retorno custou 15 pesos.

Quarto dia (07/03/10):
Domingão. Acordei tarde. Nem deu pra pegar o café da manhã. Havíamos chegado do La Bisteka às 3 da manhã. Mas, eu não consegui dormir, pois a barriga estava entupida demais. Fiquei na internet até umas 5 da manhã. Acordei e tomei um café da manhã na galeria pacífico no Brioche Doree ( medialuna – croassant- e um submarino – chocolate quente e barrinha de chocolate derretida) que custou 11,50 pesos. O pessoal foi tomar um chopp na rua reconquista, mas eu não estava legal. Eu tive febre todos os dias até então, pois estava muito gripada, mas no domingo a coisa ficou feia (talvez a caminhada longa no sol do sábado, talvez o excesso de comida...). Retornei ao hotel, descansei e às 16 horas acordei uma nova pessoa. Fui dar mais uma caminhada e às 20 horas fomos ao Café Tortoni cujo táxi de ida foi 10,25 pesos e de volta 11 pesos. Comi lomo com salada russa por 35 pesos, mas continuei com fome então comi uma hamburguesa por 16 pesos.
Voltamos ao hotel e então me despedi do grupo, pois todos retornariam para o Brasil no dia seguinte e eu e meu namorado seguiríamos para o Uruguai.



Quinto dia (08/03/10):
Acordamos cedo, tomamos café da manhã e seguimos andando até o buque bus. A passagem estava comprada desde sábado. Paguei 191 pesos pela passagem até Colônia na classe turista com viagem de duração de 1 hora. Pegamos o navio das 8:45 e chegamos cedo à Colônia. Tivemos que cambiar um pouco de dinheiro e na estação conseguimos trocar o real por 9,60 pesos uruguaios.
Decidimos alugar um carrinho para conhecer a cidade. São carrinhos de golf cujo aluguel é exageradamente caro. Mas, como eu disse, essa viagem não foi planejada e nem econômica. Paguei 50 dólares pelo carrinho e poderíamos ficar com o mesmo até às 20 horas.
Foi um passeio maravilhoso. O dia estava deslumbrante, mágico, divino!
Almoçamos no restaurante El Portón na C. General Flores onde pagamos 470 pesos uruguaios por (2 cestinhas de pães com molho rosé; 1 coca cola; 1 suco de laranja; 2 pratos, cada um com 2 ovos fritos, 1 grande bife de carne de boi à milanesa e muiiiitas batatas fritas).
Bem, passemos muiito e decidimos que era hora de partir para Montevidéu. Devolvemos o carrinho e compramos nossas passagens por 162,73 pesos uruguaios cada uma.
Após duas horas de viagem chegamos à Montevidéu e pegamos um ônibus na Avenida 18 de Julio, logo à frente da rodoviária. Pagamos 17 pesos cada um na passagem até à Plaza da Indepencia. Paramos exatamente em frente ao hostel Che Lagarto onde fomos muito bem recebidos pela Mickaela. A diária estava custando 17 dólares.
Ficamos em um quarto bem ruim, com infiltrações, sem janelas, sem ventilador. O banheiro era bem limpinho. A todo momento havia uma pessoa limpando.
Descansamos um pouco, tomamos um banho e em seguida fomos dar uma volta pela cidade velha. Lá jantamos no La Pasiva. O garçom foi super agradável e comemos uma promoção de sanduíche com ovo, bacon, alface, tomate, maionese especial e carne de hamburger e muitas batatas fritas. Pagamos 110 pesos cada um e já estava incluída a água ou a coca-cola. Voltamos ao hostel e fomos dormir.

Sexto dia (09/03/10):
Acordamos e fomos tomar café da manhã que só começa a ser servido às 9 horas (acho muito tarde). Não posso elogiar o café da manhã desse hostel, pois era oferecido apenas o café ou leite e pão de forma com margarina. Acho que por 17 dólares dava pra oferecer algo mais. Uma outra brasileira que estava vindo de Punta Del Este também se queixou, disse que no hostel de mesmo nome em Punta e pelo mesmo preço, comeu melhor e dormiu em quarto mais confortável. Mas, está ótimo, não é? O importante é estarmos aqui e aproveitando.
Saímos e passamos toda a parte da manhã conhecendo a ciudad vieja. Depois conhecemos o centro. Almoçamos na Il Mondo Della Pizza na 18 de Julio por 135 pesos cada um.
O melhor câmbio que encontramos foi: a cada 1 real conseguimos 10,05 pesos uruguaios numa agência de câmbio logo após o portal da ciudad vieja.
Decidimos antecipar nossa ida para Punta Del Este. Arrumamos nossas coisas e pegamos um ônibus de volta para a rodoviária três cruces por 17 pesos cada passagem e compramos uma passagem pra Punta Del Este por 144 pesos uruguaios pela COT.
Pra nossa sorte o busão estava saindo em 5 minutos e fomos correndo para a plataforma.
Chegamos cedo em Punta e logo achamos o Hostel 1949. Formidável!!!
Ficamos em um quarto com vista para o mar, amplas janelas que permitem boa ventilação no quarto, com TV, ventilador, banheiro próprio, armários grandes que cabem mochilões e compartilhado com mais 4 pessoas. Pagamos 350 pesos uruguaios por pessoa.
Deixamos nossas coisas no hostel e colocamos nossas roupas de praia e seguimos para a praia brava. Sábia decisão irmos para Punta. Ficamos na praia até o anoitecer. Maravilha. Ainda mais pra mim que sou totalmente rata de praia.
À noite fomos ao burger king e comi 1 sanduíche whopple com queijo e bacon com Milk shake - tudo por 190 pesos.
Passemos pela cidade à noite e depois voltamos ao hostel onde ficamos na internet, interagimos com o pessoal e curtimos uma música.

Sétimo dia (10/03/10):
Acordamos cedo. Nesse albergue o café da manhã é servido das 8 às 11 e as opções eram ótimas: pão de forma integral e comum, suco de kiwi, suco de laranja, sucrilhos, café, leite, achocolatado, geléias, doce de leite e maçã. Poxa, reforçado!!!!
Fomos conhecer a península. Passeio formidável!!!
Encontramos muitos surfistas e estrangeiros.
Fomos para a praia e ficamos por lá. Bem mais tarde fomos almoçar e novamente comemos no burger king ( não galera...eu não sou gorda – ainda - ...rsrsrs até me alimento muito bem, mas o que fazer quando as opções mais acessíveis envolvem frituras e doces?? Sem neuras nesse momento, né?). Comi um sanduíche whopper junior por 80 pesos e depois fui à freddo comer um brownie com helado por 120 pesos – maravilhoso!!
Voltei para a praia e combinei um city tour por 25 dólares para poder ir à casa pueblo em Punta Balena, mas choveu e eu fiquei no hostel.
À noite, com o céu aberto fomos andar pela cidade e é claro, adivinhem??? Comer...
Fomos a La Pasiva e comemos uma pizza familiar com 2 gostos mais uma água de 500 ml e uma coca cola de 500 ml por 420 pesos uruguaios.
Fomos ao cassino Conrad e resolvemos não arriscar a sorte. Mas, valeu a pena o passeio.
Voltamos ao hostel e ficamos na sala de estar vendo televisão, conversando e cochilando às vezes...rsrs...até que resolvi ir para a cama dormir.



Oitavo dia (11/03/10):
Acordamos. Arrumamos as mochilas. Tomamos café da manhã e fomos dar nosso último passeio pela cidade. Ficamos sentados por um longo tempo nos banquinhos em frente à para mansa admirando o mar. Às 11:15 pegamos um ônibus até o aeroporto de Montevidéu (Carrasco) por 144 pesos.
Fizemos o check-in e pagamos uma taxa de 31 dólares cada um de taxa de embarque internacional (isso foi uma surpresa, eu pensava que já estava incluído no preço inicial da passagem).
Chegamos ao aeroporto de SP – Guarulhos. De lá pegamos um transpote da TAM até o aeroporto de Congonhas. No aeroporto de Congonhas pegamos nosso vôo para Vitória, mas não pudemos pousar por conta de problemas na pista e fomos parar no aeroporto de Confins em BH. Após algum tempo de espera pudemos voar para Vitória.

Bem, esta foi nossa viagem!!
Não foi um mochilão programado ou com os perrengues tão comuns de acontecer, mas foi uma experiência única.
Estejam à vontade para me add no MSN: fadinha_lazanha@hotmail.com para trocarmos informações. Posso dar dicas de outros mochilões que fiz e posso passar o roteiro e tabela de preços do mochilão que farei em Junho por Chile-Bolívia-Peru.

Grandes beijos!! Bia Magnago!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Enfim começa 2010

Buenas após breve pausa estamos reativando o blog com várias novidades que passarei nos proximos dias e novos colaboradores.
Aguardem.
Abraço

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Este ano Eu........

Este ano eu pretendo ler mais , conhecer mais pessoas, viajar mais , começar um novo namoro, comer mais frutas e verduras, praticar mais exercícios, fazer mais cursos em minha área de trabalho, ser uma pessoa melhor.....enfim , estas são promessa que normalmente fazemos nesta época do ano , talves sequelados pelas propagandas natalinas e e-mails hipocritas desejando paz amor felicidade esqueçamos que no ano anterior prometemos as mesmas coisas, e muitas delas não cumprimos, somos tão hipocritas que para se ter uma ideia neste periodo recebo e mails de pessoas que ñão falam comigo a anos , sera que eles me desejam todas aquelas coisas boas mesmo ? pode parecer má vontade minha mas não é , no fundo todos sabemos que esta é uma época complicada ,a volupia pela venda faz com que esqueçamos o verdadeiro sentido do natal e valorizamos demais um dia como todos os outros a famosa virada , enquanto cidades queiman toneladas e toneladas de fogos debaixo de pontes mendigos passam fome crianças fumam crack e nós ah nós estamos na beira da praia vendo a queima de dinheiro, ou em casa empanturrados de comida nos abraçando e beijando e por alguns dias esquecemos de muitas coisas importantes , malditos os chineses que inventaram a polvora , pois dela vem os fogos e as armas, mas como nao posso mudar o mundo solito , deixo aqui minha mensagem .
No proximo ano sejamos mais humanos ,espero que todos tenham paz, amor, sucesso e tudo mais que somos merecedores mas também que possamos dividir isso com quem precisa mais do que nos mesmos .
Abraço e feliz 2009 a TODOS.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Sobral CE

Arco do Triunfo visto a noite


Buenas.
Ai vai uma dica para quem gosta de lugares bonitos com povo altamente hospitaleiro , muito calor muitas festas, enfim Sobral no Ceara tem tudo isso e mais um pouco trata-se de uma cidade linda principalmente a noite com várias opções tanto de festas como de passeios situada no interior do CE, Sobral esta ai disponivel para aqueles que acham que o nordeste é so praia mudarem este conceito , cidade com aproximadamente 250 mil habitantes é um destino que todos deveriam conhecer, hospedagens baratas cidade segura o nivel de violencia é baixo e muita mas muitas festas 100% forro destaco dentre tantas belezas a margem esquerda do rio Acarau, totalmente remodelada nos utimos anos da administração do atual governador Cid Gomes na época prefeito da cidade,
assim como o arco do triunfo lindo a noite como podem perceber na foto .
por hoje é isso espero que gostem e mais visitem Sobral que vale a pena
abraço
Fabio Vagner